Autor de duplo homicídio de Assilhó confessa disparos mortais em resposta a ameaças

O indivíduo acusado do duplo homicídio de Assilhó, em Albergaria-A-Velha, durante um negócio de droga, confessou a autoria dos disparos à queima roupa, pelo menos sete segundo a acusação, num anexo da residência, alegando que foi ameaçado de morte e receou também que os falecidos fizessem mal aos seus familiares próximos, que estavam na casa principal.

“Atirei a matar ? Fiquei cego, tive medo. Ao disparar queria que aquilo acabasse, sabia que podia mesmo matá-los”, disse ´Gringo´, como é conhecido, ao responder ao juiz presidente do Tribunal de Aveiro, assumindo que não tinha a certeza que as vítimas estivessem armadas aquando do encontro destinado a uma transação de crack que teve desfecho trágico.

“Sabia que era habitual andarem armados”, referiu no inicio do julgamento que foi limitado à presença de jornalistas na assistência por motivos de segurança. À entrada da sala concentraram-se algumas pessoas, entre as quais familiares das vítimas, que fizeram ouvir a sua revolta quando o arguido foi transportado pelos guardas prisionais.

Perante o tribunal, o homem de 40 anos admitiu ainda que andou com a pistola de 9 mm em punho pela vizinhança, sem manter memória precisa de ter invadido o restaurante e disparar para as costas de um dos alvejados, que ali procurou proteção. Não se recorda também de ter apontado aos clientes e dono, obrigando-os a deitarem-se no chão.

O indivíduo, que se dedicava à recolha de sucata antes de ser preso, disse temer pela vida da filha de 13 anos, já que recebe ameaças “por terceiros”. Oriundo de uma família socialmente bem inserida (tem uma irmã advogada), o arguido possui um passado de criminalidade relacionada com tráfico e consumo.

O duplo homicidio ocorreu em dezembro do ano passado quando o arguido e as vítimas, de 30 e 35 anos, fornecedores de droga, encontraram-se à noite.

O acusado confessou que estava armado com a pistola à cintura, no momento da troca de crack por ouro que tinha prometido para pagamento.

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Fonte: Notícias de Aveiro