Município prepara mais investimento na requalificação urbana

António Loureiro, entrevistado na Rádio Soberania, lembrou, ainda, que, nos dois primeiros anos, foi necessário avançar com outras obras não esperadas. “Tendo em consideração o programa de quatro anos, fazemos um balanço francamente positivo, cumprimos mais de 50%”, disse.

E das obras em curso “uma grande percentagem não estava no programa”, já que a autarquia viu-se obrigada a intervir na manutenção. “Se tivesse sido colocada na equação a conservação, esses equipamentos não teriam sido construídos, é um dos problemas mais complicados que temos”, referiu.

O autarca do CDS-PP aludiu a outras áreas “que não foram pensadas convenientemente”, nomeadamente a requalificação urbana que “vai exigir um esforço significativo nos próximos anos, quando a Câmara deveria ter começado a trabalhar mais cedo

Apontou ainda à necessidade de atrair comparticipações para a recuperação do pavilhão desportivo na sede do concelho e da central de camionagem.

O apoio ao desenvolvimento industrial motivou recentemente incentivos em sede de impostos locais a um investimento de um milhão de euros e outra empresa anunciou a contratação de 100 colaboradores.

Ja “a zona industrial é apetecível para novas e para expansão das existentes”, garantiu, lembrando ainda a grande procura na freguesia da Branca, com cerca de 15 empresas interessadas.

A Câmara gastou cerca de 600 mil euros na aquisição de terrenos para parques de lazer e, entre outros melhoramentos, prepara a abertura de uma nova avenida na sede, para servir a Biblioteca Municipal.

António Loureiro destacou ainda a criação da Rota dos Moínhos e o Festival do Pão.

Em termos fiscais, sublinhou a diminuição de impostos (IMI e IRS), o que não impediu o reforço de 23 % das ajudas financeiras às instituições particulares de solidariedade social.

A redução da dívida é outra nota destacada, de 5,8 para 3,6 milhões de euros.