Tesoureira da junta de freguesia da branca pede demissão

A Assembleia da freguesia da Branca, realizada no passado dia 22 de Setembro no salão nobre da Junta de Freguesia, foi dominada pela discussão da recém carta de demissão da tesoureira Cristina valente. Esta demissão, ou cessação de funções, não causa grande estranheza à população, pois, desde há muito tempo que vêm sendo conhecidas divergências no seio do executivo desta vila de maioria CDS/PP e composto por 5 elementos.

O assunto não estava na ordem do dia, mas a entrega da carta de demissão da tesoureira Cristina Valente à Presidente da Assembleia, Sandra Marcelino, assim como ao líder da oposição, Ângelo Soares, marcou a reunião enquanto a oposição, por várias vozes ia agitando as águas, o presidente da Junta, Carlos Coelho, informava que antes de qualquer acção, teria que reunir com o executivo.

Cristina Valente afirmou: “é vontade minha, eu quero sair…” mais adiante, diria que o presidente não podia acumular a função de tesoureiro. Ao que parece, desde o dia 6 de Setembro que o executivo da Branca está oficialmente sem tesoureiro. A questão é que, segundo a oposição do PSD, a Presidente da Assembleia deveria, logo que recebeu a “carta de demissão “, ou cessação, ter comunicado o sucedido ao Presidente da Junta e convocar uma assembleia extraordinária para eleger o novo vogal, passando a ex-tesoureira para a Assembleia de Freguesia.

Embora não pretendendo opor-se à nova votação interna, os representantes do PSD, respeitando os resultados eleitorais, afirmavam que o processo estava ferido, pois, o assunto deveria ter sido resolvido de imediato. A eleição, segundo Lúcia Antão, poderia decorrer nesse mesmo dia 22, mas os representantes da maioria CDS/PP, após algumas insistências, fizeram uma pausa, tendo reunido numa sala ao lado e deliberado por uma nova assembleia extraordinária para o próximo dia 3 de Outubro, para proceder à eleição do novo vogal da junta (já depois do nosso fecho de edição).

Após termos tido acesso à carta entregue à presidente da Assembleia de Freguesia da Branca e ao líder da oposição, Ângelo Soares, pela ex tesoureira da Junta de Freguesia da Branca do CDS/PP – Cristina Valente, constatámos que são feitas acusações ao restante executivo. “foram processadas alterações de registos contabilísticos numa clara violação das normas de execução orçamental alheia”, pode ler-se.
Tudo isto terá acontecido, segundo a demissionária, após uma ausência e com as funções de vogal tesoureiro devidamente delegadas, e quando regressou terá sido pressionada a registar documentos contabilísticos referentes ao período em que esteve ausente. Por isso mesmo diz “ter decidido com alguma frustração, apesar do trabalho estar inacabado abandonar o cargo, ou função por cessação ou demissão por total e frontal discordância com as irregularidades praticadas e que têm vindo a ser adotadas em nome do executivo da junta de freguesia da branca.”
Mais abaixo entre outras coisas refere que pretende retomar o seu mandato na assembleia de freguesia, conforme prevê o regimento: “os vogais da junta de freguesia têm o direito a retomar o seu mandato na assembleia de freguesia, se deixarem de integrar o órgão executivo”.
A confirmar-se o CDS pode perder a maior na assembleia, o que pode comprometer a aprovação de alguns documentos, nomeadamente, o orçamento para 2017.

Fonte: Edição de Papel do Jornal Beira Vouga