Setor do turismo lamenta não ter sido ouvido sobre descontos

A Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (APHORT) lamentou hoje que o Governo não tenha chamado o setor para debater as reduções das portagens nas antigas scut, considerando que o documento “não reflete todos os interesses nacionais”.

“A APHORT lamenta o facto do setor do turismo não ter sido ouvido na elaboração do diploma sobre a redução das portagens”, indicou hoje aquela associação em comunicado.

Para a APHORT, o diploma do Governo é redutor no combate às assimetrias regionais, uma vez que “deixa de parte regiões como o Alto Minho, Douro ou Alto Tâmega”.

“O turismo foi esquecido no momento da elaboração deste documento, que tem como suposto objetivo mitigar as assimetrias regionais e os efeitos das portagens na atividade económica e nas exportações de algumas regiões”, lê-se no comunicado.

Afirmando que podia ter dado “importantes contributos para o documento, tendo em vista o crescimento, em termos gerais, da economia, do emprego e das exportações do país”.

O Executivo apontou critérios de convergência económica e coesão territorial para justificar os descontos nas portagens nas autoestradas A23 Torres Novas – Guarda, A22 (Lagos – Vila Real de Santo António) e A24, entre Viseu e a fronteira de Vila Verde de Raia, no município de Chaves.

Os descontos estendem-se à autoestrada A4, denominada Transmontana, entre Amarante e Quintanilha (Bragança), mas deixa de fora o troço daquela via entre Matosinhos (Porto) e Amarante. Ainda na A4, no Túnel do Marão, recentemente inaugurado, o preço praticado já abrange os 15% de desconto, esclarece o Governo.

Abrangida é também a A25 entre Albergaria-a-Velha e Vilar Formoso, mas não no troço inicial, que liga Aveiro a Albergaria-a-Velha.

 

Fonte: notíciasaominuto